Sistema de Carregamentos de Veículos Elétricos

Carregamentos de Veículos Elétricos em Edifícios – Breve Reflexão

Com o advento dos veículos elétricos, surge também o advento dos carregadores elétricos nas nossas habitações, sejam elas moradias ou edifícios multifamiliares.

Quando num edifício multifamiliar, ou temos uma garagem / box, ou pedir ao condomínio para instalar um carregador que vai servir pouca gente não é viável.

Sendo que se tivermos a Garagem / BOX, conseguimos ter a viatura elétrica a carregar, mas advém uma questão que muita gente só sente isso quando vai a instalar o carregador: Vou ter de aumentar a potência junto do Fornecedor de Energia elétrica, vulgo EDP?

A maior parte das vezes é sim… e será que as instalações elétricas do prédio estão preparadas? Passo a explicar:

Imaginemos o seguinte edifício:

FracçãoPotência (kVA)
RC-Dir6,9kVA
RC-Esq6,9kVA
1º Dir6,9kVA
1º Esq6,9kVA
2º Dir6,9kVA
2º Esq6,9kVA
3º (Duplex)13,8kVA
Serviços Comuns e Cave13,8kVA
Exemplo de Edifício Multifamiliar – Muito comum nas pequenas cidades e freguesias

E imaginemos que os dois proprietários do 2º Andar (Dir e o Esq) adquiriram viaturas elétricas, e pretendem instalar os respetivos carregadores, temos sem dúvida uma situação que carece de análise.

Se todos em reunião de condomínio se decidisse que era para ser o condomínio a instalar, temos então de consultar o Guia Técnico de Execução de Infraestruturas de carregamento de veículos elétricos.

Assim de acordo com o Guia Técnico de Execução de Infraestruturas de carregamento de veículos elétricos, assumindo que cada fração tem um lugar de estacionamento, deveríamos ter 2 lugares com postos de carregamento, até aqui tudo bem, sendo que depois os outros proprietários não poderiam usufruir.

De acordo com o mesmo Guia, assim os Serviços Comuns deveriam aumentar a potência da instalação, o que irá implicar a apresentação de um novo projeto relativo ao edifício todo, na DGEG e nas demais entidades de acordo com o RJEU.

Sendo que a potência mínima a aumentar era em pelo menos 7,36kVA, passando assim a termos os serviços comuns a ter uma potência mínima de 20,70kVA ou até mesmo 27,6kVA, pendente da análise da instalação.

Imaginando o cenário os proprietários das viaturas elétricos, optavam por instalar a jusante dos respetivas frações (ou seja alimentadas dos respetivos quadros das frações), dos 6,9 para 10,35 ou mais, pois poderíamos estar a falar de carregadores de 7,4kVA (bastante usual atualmente).

Assim, os felizes proprietários dos veículos elétricos, ficam com 2 escolhas:

  1. Carregamento lento e quando pretendem carregamento rápido vão aos postos públicos
  2. Elaboram projeto relativo a todo o edifício, pois qualquer um dos cenários acima tem implicações no quadro de colunas do edifício

Se estivéssemos a falar de edifícios unifamiliares (moradias), a situação em análise poderia ser diferente, pelo que será objeto de análise num futuro artigo.

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